quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Boas Caçadas







Caça Esportiva

África: caça esportiva pode ajudar preservação
As caçadas esportivas podem desempenhar papel essencial na conservação da fauna africana, de acordo com número crescente de biólogos.
Por isso, alguns especialistas estão pedindo um programa que regulamente o setor de caça esportiva africano, para garantir os benefícios de conservação.
De acordo com um estudo recente, nos 23 países africanos que permitem caçadas esportivas, 18,5 mil turistas pagam mais de US$ 200 milhões ao ano para caçar leões, leopardos, elefantes, javalis, búfalos d¿água, impalas e rinocerontes.
As operações privadas de caça nesses países controlam mais de 1,4 milhão de quilômetros quadrados de território, segundo o estudo. Isso representa 22% mais terras do que as dos parques nacionais dessas nações.
À medida que cresce a demanda por terra, devido ao aumento acelerado da população humana, alguns conservacionistas estão argumentando que resultados mais efetivos poderiam ser obtidos por meio da cooperação com os caçadores e da regulamentação sensata desse setor econômico.
As caçadas esportivas podem ser sustentáveis, se administradas cuidadosamente, diz Peter Lindsey, um biólogo especialista em conservação na Universidade do Zimbábue, em Harare, que comandou o recente estudo.
¿A caça esportiva tem importância essencial para a conservação da fauna africana, ao criar incentivos financeiros à promoção e retenção de animais, e como forma de uso de terra em áreas vastas¿, diz.
Na próxima edição da revista especializada Conservation Biology, Lindsey e uma equipe internacional de colegas pedirão por um plano que reforce os benefícios da conservação no setor de caça esportiva, incluindo um programa de certificação que regulamente o setor de maneira mais severa.
"Para justificar a existência continuada de áreas (protegidas) no contexto de uma maior demanda por terra, a fauna tem de pagar pelo seu sustento e contribuir para a economia, e a caça esportiva oferece uma maneira importante de fazê-lo", afirma Lindsey.
A fim de receberem certificados sob o plano proposto pelo biólogo, as operações de caça teriam de provar seu compromisso para com o bem-estar dos animais, a administração cuidadosa das cotas de abate, objetivos de conservação em longo prazo e desenvolvimento das comunidades locais.
"Chegou a hora de o escrutínio científico propiciar o maior benefício possível à conservação, no setor de caça", disse Lindsey.
¿Deveria haver também maiores esforços do setor de caça para adotar auto-regulamentação e garantir que os profissionais inescrupulosos sejam afastados¿, acrescentou.
A caça esportiva tem má reputação nos países desenvolvidos, em parte devido às caçadas indiscriminadas dos antigos colonos europeus, observa Lindsey. A caça irresponsável resultou na extinção de espécies como o quagga (primo da zebra), e conduziu a declínios maciços na população de outros animais, entre os quais os elefantes e os rinocerontes negros.
Mas a caça esportiva também merece crédito por ter facilitado a recuperação de espécies, argumenta a equipe de Lindsey no estudo.
Os rinocerontes negros do sul da África evoluíram de uma população de apenas 50 animais um século atrás para mais de 11 mil, hoje, porque as caçadas deram a criadores um estímulo financeiro para preservar o animal, segundo os autores.
A caça esportiva também levou ao ressurgimento das populações de zebras montanhesas e wildebeests negros na África do Sul, ele afirmou.
Os caçadores tipicamente abatem apenas entre 2% e 5% dos machos das populações animais que tomam por alvo, a cada ano, acrescentou, o que exerce efeito insignificante sobre a saúde reprodutiva das populações.
Muitos grupos de defesa dos direitos dos animais se opõem ao abate de animais por esporte.
¿A idéia da caça esportiva como método de conservação é uma questão extremamente complicada e contenciosa, que gera visões antagônicas de parte de pessoas que alegam, todas, querer o melhor para os animais¿, diz Marc Bekoff, ecologista comportamental da Universidade do Colorado em Boulder e autor de The Emotional Lives of Animals.
Bekoff diz que embora o programa de certificação seja uma boa idéia, ele acha difícil acreditar que viesse a funcionar bem na prática, porque a burocracia necessária a essa regulamentação seria complexa.
¿É difícil acreditar que a situação chegou ao ponto em que matar é a melhor maneira de conservar¿, ele afirma. "É preciso haver alternativas mais humanas".
No final de fevereiro, a África do Sul anunciou um projeto de lei há muito aguardado contra a chamada "caça enlatada", prática que envolve matar os animais dentro de jaulas ou caçar animais que são libertados de uma jaula, sob efeito de tranqüilizantes, pouco antes de serem abatidos.
A proibição entrará em vigor em 1° de junho, sob uma lei que também proíbe caça com arco e flecha.
Capivara

As capivaras vivem em grupos familiares que podem chegar a 20 indivíduos ou mais. Geralmente, o grupo é composto por um macho dominante, várias fêmeas adultas com filhotes e outros machos subordinados. Os machos têm uma grande glândula sebácea sobre a cabeça, que utilizam para demarcar sua dominância através do cheiro. São encontradas próximo da água, em florestas ao longo de rios e em lagoas. As capivaras alimentam-se de grama e também de vegetação aquática. Quando estão em perigo, as capivaras mergulham dentro d'água e nadam sob a superfície até escapar. São excelentes nadadoras e podem permanecer submergidas por vários minutos.
No Pantanal, seus principais períodos de atividade são pela manhã e à tardinha, mas em áreas mais perturbadas podem tornar-se exclusivamente noturnas. Nas décadas de 60 e 70 as capivaras foram caçadas comercialmente no Pantanal, por sua pele e pelo seu óleo que era considerado como tendo propriedades medicinais. Estudos da Embrapa Pantanal indicam que pode haver, no mínimo, cerca de 400 mil capivaras em todo o Pantanal.
Fonte: www.cpap.embrapa.br
CAPIVARA
A capivara é parente próxima dos ratos, preás e coelhos, mas é o maior roedor do mundo e basta ela abrir a boca para se perceber que o animal nasceu realmente para roer.A capivara tem um jeitão de dentuça, com grandes incisivos fortes e amarelos com os quais rói seu alimento, espigas de milho e raízes, principalmente.
Como todo roedor, a fêmea tem muitos filhotes e por isso a capivara não está ameaçada, ao contrário, há tantas, que muitos fazendeiros pedem às autoridades ambientais para que sejam autorizados a matar as capivaras que invadem e estragam suas roças, mas a caça continua proibida. A resposta do Ibama é que os fazendeiros cerquem as plantações para a capivara não entrar e em alguns casos os agricultores já conseguiram que o seguro pagasse o estrago feito por elas.
Não é todo mundo que tem raiva da capivara, entretanto. Há alguns anos a criação em cativeiro desse animal foi bem estudada em universidades paulistas, e atualmente há várias criações comercias que estão tendo bastante sucesso. Nesse caso, os animais podem ter a carne e o couro comercializados.
A criação de capivaras em cativeiro, repovoamento, para carne e couro é realmente fácil. A maior exigência é a da água, usada em banhos constantes. Portanto, antes de começar a criação, é preciso construir os tanques. As capivaras gostam de água corrente. Em último caso, use outro tipo de água, mas troque-a com freqüência, pois é preciso que esteja sempre limpa. Para criar capivaras é preciso de uma autorização do IBDF (Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Florestal) e registro de criador para fins científicos e comerciais.
A carne de capivaras é saborosa, magra, de bom valor nutricional e de baixo custo de produção, quando comparada com outros animais. A carne tem textura semelhante a do porco e valor protéico similar ao da carne de coelho. Pode ser consumida cozida, assada, frita, defumada sob a forma de salsicha, lingüiça e charque. A carne da capivara é muito consumida na Venezuela, sendo apreciada principalmente seca ou em lingüiça.
O couro é usado para canos de botas e calçados, sendo comercializado clandestinamente na Amazônia e em Mato Grosso, apesar de ser proibido por lei. É permitido o comércio de peles de capivaras criadas em cativeiro, desde que acompanhado pelo IBDF.
O óleo da capivara é também aproveitado, sendo considerado um "santo remédio" pelos povos do interior. No Piauí por exemplo, é usado para cura da tuberculose. Em Alagoas, é ótimo em esfregão sobre o nervo ciático (as dores). Atualmente, é comercializado em boticas e lojas de ervas, sendo procurado para tratamento de pele e rejuvenescimento.
Capivara é um nome de origem tupi, que significa comedor de capim (caapii-uara). Portanto, como o próprio nome indica, a capivara é um herbívoro, por excelência, que se alimenta de capins em geral, embora aceitem raízes, milho, mandioca, cana-de-açúcar, bananas verdes e talos de bananeira, aguapé, samambaia, sal, peixes aquáticos etc. Elas utilizam melhor a forragem e os concentrados de coelhos e ovinos, pois possuem grande capacidade digestiva. O estômago digere 10% dos alimentos, o intestino delgado, 3%, o ceco, 74%, e o intestino grosso 13%.
Fonte: www.naturalsul.com.br
CAPIVARA
A capivara é cerca de seis vezes mais eficiente que o bovino na capacidade reprodutora, nas condições naturais dos campos. A ocupação territorial, bem como sua delimitação, é necessária quando se planejam criadouros para exploração extensiva ou em regime de semicativeiro.
O processo de digestão nas capivaras é muito eficiente, destacando sua alta capacidade de digerir alimentos fibrosos.
O ganho de peso está ligado à grande eficiência de conversão de alimento. Nos dez anos de experiência na criação de capivaras em cativeiro, destacam-se alta capacidade reprodutiva (até dois partos ao ano). Conclui-se que o tamanho ideal para um grupo reprodutivo, em cativeiro, é de um macho para seis fêmeas, em 30m2. Em 1977, visando correlacionar dados básicos de aproveitamento do boi e da capivara, efetuou-se no pantanal mato-grossense um trabalho de coleta de informações em condições normais de desenvolvimento da espécie.
No mesmo ano, nos Lhanoa da Venezuela, desenvolveu-se uma pesquisa com cinqüenta animais em condições naturais, com a finalidade de avaliar seu rendimento em carne
Para tanto utilizaram-se o peso da carne em canal (peso total menos cabeça, vísceras e patas) e o peso da carne seca.
Hábitos e comportamento
Na natureza as capivaras vivem em grupos ou famílias, em áreas próximas a rios, brejos e lagos. Dentro dos grupos, existe uma hierarquia muito forte onde há um macho dominante, o mesmo acontecendo com as fêmeas. A capivara é um animal de hábitos semi-aquáticos. É na água que ela defeca e urina na maior parte das vezes. Sua dieta é composta de capins, ervas e plantas aquáticas. Tem hábito de pastejo baixo, onde corta os vegetais sem arrancá-los, causando menor dano aos pastos do que os bovinos.

O Javali

O javali-europeu não pertence à fauna silvestre nativa do Rio Grande do Sul. É uma espécie exótica invasora, nociva aos animais silvestres nativos, à agricultura, à pecuária e ao ambiente. Soltos no campo, eles cruzam com outros porcos, formando espécies híbridas, como o javaporco. Com isso, não há uma estimativa do tamanho do rebanho. A caça do javali é recomendada para controle da espécie onde há prejuízos provocados pela ação do animal.

Relembrando um fato lamentavel


Javali mata caçador em Pedregulho

Um homem morreu após ser atacado por um javali durante uma caçada no final da tarde desta terça-feira, na zona rural de Pedregulho, região de Ribeirão Preto. André Fernandes Pereira chegou a ser levado para a Santa Casa, mas chegou morto. Segundo familiares, Pereira costumava caçar javalis pelo menos uma vez por mês.